A pergunta que definiu vinte anos de marketing digital era: como aparecer na primeira página do Google? A pergunta de 2026 é outra: como ser citado por uma máquina que já decidiu por quem vai comprar?
Resposta rápida

Principais achados

  • Menos de um terço das buscas no Google ainda envia um clique para a web aberta: 68% terminam sem clique no período de janeiro a abril de 2026, contra 60% em 2024, segundo a SparkToro com dados de clickstream da Similarweb.
  • Quando um resumo de IA aparece no resultado, a taxa de clique em links tradicionais cai de 15% para 8%, e apenas 1% dos usuários clica na fonte citada dentro do resumo, segundo o Pew Research Center (base de 68.879 buscas, março de 2025).
  • Compradores movidos por agentes de IA podem capturar entre US$ 190 bilhões e US$ 385 bilhões do e-commerce dos Estados Unidos até 2030, segundo o Morgan Stanley (dezembro de 2025).
  • No Brasil, 52% dos consumidores já usaram IA para auxiliar em compras e 77% das empresas já recomendam produtos por IA, segundo o Adyen Retail Report 2025.

01A busca que não devolve mais o clique

Durante duas décadas, o marketing digital girou em torno de uma promessa simples. Você produzia conteúdo bom, o Google entendia que ele era bom, colocava o seu link no topo, e o usuário clicava. O clique virava visita, a visita virava dado, o dado virava venda. Todo o edifício do SEO foi construído sobre esse contrato tácito entre quem publica e quem busca.

Esse contrato está sendo rompido, e os números não deixam dúvida. Segundo levantamento da SparkToro com dados de clickstream da Similarweb, no período de janeiro a abril de 2026 apenas cerca de 32% das buscas no Google enviaram um clique para a web aberta. Em outras palavras, 68% das buscas terminaram sem que ninguém saísse do Google para visitar um site. Em 2024 esse número já era alto, 60%, e a curva segue subindo.

O motor dessa mudança tem nome: o resultado agora responde em vez de apenas listar. Uma pesquisa do Pew Research Center analisou 68.879 buscas reais de 900 adultos nos Estados Unidos em março de 2025 e encontrou um padrão brutal. Quando aparece um resumo gerado por IA no topo da página, a probabilidade de o usuário clicar em qualquer link tradicional cai de 15% para 8%. E quando o resumo cita suas fontes, apenas 1% dos usuários clica nessas fontes. Mais revelador ainda: 26% das pessoas simplesmente encerram a navegação depois de ler o resumo, contra 16% quando não há resumo. A resposta virou o destino final, não a ponte para outro lugar.

Para quem vive de tráfego, o impacto é direto. A consultoria Seer Interactive analisou mais de três mil consultas informacionais e mediu que, nas buscas onde o AI Overviews aparece, a taxa de clique orgânica caiu 61%, de 1,76% para 0,61%, e a taxa de clique paga caiu 68%. O clique, unidade fundamental de todo o marketing de performance, está evaporando na origem.

A reação instintiva de muita gente é declarar a morte do SEO. É uma leitura preguiçosa. O que morreu não foi a disciplina de ser encontrado, foi o objetivo dela. Antes, o objetivo era ocupar uma posição numa lista de links. Agora, o objetivo é ser a fonte que a máquina escolhe citar quando compõe a resposta.

Essa mudança tem dois nomes técnicos que a rito.ag recomenda incorporar ao vocabulário de qualquer time de marketing. O primeiro é AEO, Answer Engine Optimization, a otimização para mecanismos que respondem diretamente, como o AI Overviews e o Perplexity. O segundo é GEO, Generative Engine Optimization, a prática de estruturar conteúdo para ser incorporado e citado por sistemas generativos.

GEO não é jargão inventado por agência. O termo nasceu num artigo acadêmico. Em 2023, Pranjal Aggarwal e colegas de Princeton e do Georgia Tech publicaram o paper "GEO: Generative Engine Optimization" (arXiv:2311.09735), aceito no KDD 2024, mostrando que ajustes de conteúdo podem aumentar a visibilidade de uma fonte em até 40% dentro das respostas de motores generativos. O estudo demonstrou algo contraintuitivo para quem vem do SEO clássico: as táticas que funcionam para agradar um algoritmo de ranqueamento não são as mesmas que funcionam para ser citado por um modelo de linguagem. Incluir estatísticas, citações de fontes e linguagem de autoridade eleva a chance de citação muito mais do que repetir palavra-chave.

Um segundo trabalho aprofunda o mecanismo. Arlen Kumar e Leanid Palkhouski analisaram 1.702 citações reais feitas por Brave, Google AI Overviews e Perplexity no paper "AI Answer Engine Citation Behavior" (arXiv:2509.10762) e identificaram quais sinais fazem uma página ser escolhida. Frescor dos metadados, HTML semântico bem estruturado e dados estruturados aparecem como os preditores mais fortes de citação. A leitura prática é desconfortável para quem investiu anos em backlinks: o que a máquina valoriza para citar é, em boa parte, higiene técnica e densidade factual, não a velha economia de links.

Comparativo da taxa de clique antes e depois do AI Overviews: clique orgânico cai de 1,76% para 0,61%, uma queda de 61%, e o clique em links tradicionais cai de 15% para 8% quando há resumo de IA Fontes: Seer Interactive via Search Engine Land (queda de CTR orgânico e pago); Pew Research Center, março de 2025 (clique com e sem resumo de IA).

03O agente como novo comprador

Até aqui falamos de busca. Mas a transformação mais profunda não está em como as pessoas encontram informação, e sim em quem executa a compra. Está surgindo uma figura nova no funil: o agente de IA que pesquisa, compara e finaliza a transação no lugar do humano.

O Morgan Stanley colocou número nessa mudança. Em relatório de dezembro de 2025, o banco projeta que compradores movidos por agentes de IA podem capturar entre US$ 190 bilhões e US$ 385 bilhões do e-commerce dos Estados Unidos até 2030, algo entre 10% e 20% do varejo online. E não é hipótese futura: cerca de 23% dos americanos afirmaram ter feito uma compra com auxílio de IA no último mês. A Adobe Analytics reforça a direção com dados de tráfego: na temporada de compras de 2025, as visitas a sites de varejo vindas de IA generativa cresceram 693% em relação ao ano anterior, e esses visitantes converteram 31% mais do que os de outras fontes.

Quando o comprador é um agente, a marca deixa de disputar a atenção de uma pessoa e passa a disputar a escolha de um algoritmo. E aqui os dados acadêmicos trazem um alerta que nenhuma marca deveria ignorar. No paper "What Is Your AI Agent Buying?" (arXiv:2508.02630), Amine Allouah e colegas testaram como agentes de IA de diferentes provedores escolhem produtos em marketplaces. As conclusões são desconcertantes. Os agentes concentram a demanda em poucos produtos, criando um efeito de "vencedor leva tudo" mais extremo do que o comportamento humano. Exibem forte viés de posição, favorecendo o que aparece primeiro. Penalizam ativamente itens marcados como patrocinados. E, o mais instável de tudo, uma simples atualização do modelo de IA pode reordenar completamente a participação de mercado entre marcas, sem que nada tenha mudado no produto ou no preço.

Traduzindo para a linguagem do negócio: no comércio agêntico, a sua fatia de mercado pode oscilar porque a OpenAI ou o Google atualizaram um modelo, e não porque você fez algo errado. A publicidade paga, que penaliza a marca aos olhos do agente, perde eficácia. E a presença consistente e bem estruturada da informação de produto vira o ativo que decide se o agente escolhe você.

Há uma nuance importante para não cair no alarmismo. Outro estudo, de Jan Malte Lichtenberg, Alexander Buchholz e Pola Schwöbel, publicado em 2024 sob o título "Large Language Models as Recommender Systems: A Study of Popularity Bias" (arXiv:2406.01285), mostra que modelos de linguagem usados como recomendadores exibem, no cenário testado, menos viés de popularidade do que sistemas de recomendação tradicionais, mesmo sem qualquer mitigação explícita. Ou seja, a IA não é apenas uma força de concentração: dependendo de como é usada, ela pode abrir espaço para marcas menores serem descobertas. O jogo não está decidido. Está sendo escrito agora, e é por isso que a posição que a marca ocupa nos próximos dezoito meses importa tanto.

04A nova infraestrutura da compra: ACP, AP2 e MCP

Para que um agente compre por você, é preciso um trilho técnico que conecte o chatbot ao checkout do lojista. Em poucos meses de 2025, esse trilho saiu do papel e virou disputa de padrão entre as maiores empresas de tecnologia do mundo.

Em 29 de setembro de 2025, a OpenAI e a Stripe lançaram o Instant Checkout dentro do ChatGPT, sustentado por um novo Agentic Commerce Protocol. A Etsy entrou no lançamento, seguida por mais de um milhão de lojistas da Shopify, incluindo marcas como Glossier, SKIMS e Vuori. O usuário conversa com o ChatGPT, escolhe, e conclui a compra sem sair da conversa. O lojista paga uma taxa; o usuário não paga nada a mais.

Poucos dias antes, em 16 de setembro de 2025, o Google anunciou o Agent Payments Protocol, o AP2, com mais de sessenta organizações de largada, entre elas Mastercard, PayPal, American Express e Coinbase. O AP2 usa "mandatos" criptográficos que autorizam o agente a gastar dentro de limites definidos pelo usuário, resolvendo o problema espinhoso de confiança e responsabilidade quando uma máquina gasta o seu dinheiro.

Sustentando boa parte dessa arquitetura está o Model Context Protocol, o MCP, criado pela Anthropic em novembro de 2024 para padronizar como agentes acessam ferramentas e dados externos. Em cerca de um ano virou padrão de fato da indústria e foi doado a uma fundação independente. Três siglas, três empresas, uma mesma corrida: quem controla o trilho por onde a compra autônoma passa.

Para a marca, a implicação estratégica é clara. O ponto de venda está migrando para dentro de plataformas conversacionais que a marca não controla. Estar presente, estruturado e comprável nesses ambientes deixou de ser experimento de inovação e virou requisito de distribuição.

Fluxo do comércio agêntico: o consumidor conversa com um agente de IA, que consulta o catálogo das marcas e finaliza a compra por meio de protocolos como ACP, AP2 e MCP, sem o cliente visitar o site da loja Fonte: rito.ag, a partir de OpenAI (Agentic Commerce Protocol, setembro de 2025), Google Cloud (AP2, setembro de 2025) e Anthropic (Model Context Protocol).

05O que isso faz com a economia de conteúdo

Existe uma consequência de segunda ordem que ainda está sendo subestimada. Se a maioria das buscas não gera clique, o modelo econômico que sustentou a internet aberta começa a ruir. Sites de conteúdo viviam de tráfego, tráfego virava publicidade, publicidade pagava a produção. Quando o Google e o ChatGPT extraem a resposta e retêm o usuário, a fonte que produziu a informação recebe a atração sem a visita, o crédito sem o clique.

Isso cria um paradoxo que toda marca com estratégia de conteúdo precisa encarar. O conteúdo continua sendo o que alimenta as respostas de IA, então produzir bom conteúdo segue sendo indispensável para ser citado. Mas a métrica que media o retorno desse conteúdo, a sessão no site, está encolhendo. O ROI de conteúdo não pode mais ser medido só por visitas. Precisa incorporar novos indicadores: com que frequência a marca é citada nas respostas de IA, em que contexto, com que sentimento, e à frente de quais concorrentes.

A rito.ag chama isso de participação de citação, um primo do velho share of voice adaptado para a era das respostas. Não é uma métrica de vaidade. Num mundo em que o agente decide a compra a partir do que a IA "sabe" sobre a categoria, ser a marca mais e melhor citada é o novo equivalente de estar na primeira gôndola.

06O recorte Brasil: adiantado no uso, atrasado no preparo

Há uma tentação de tratar tudo isso como problema americano que chega ao Brasil com anos de atraso. Os dados dizem o contrário. O Adyen Retail Report 2025 encontrou que 52% dos consumidores brasileiros já usaram IA para auxiliar em compras nos doze meses até junho de 2025, sendo que 18% experimentaram pela primeira vez naquele ano. Mais de 70% dizem que a IA ajuda a escolher produtos e que estariam dispostos a comprar por IA no futuro. E, do lado das empresas, 77% já recomendam produtos por IA de alguma forma.

O comportamento de descoberta acompanha. O estudo "O Futuro da Busca", da Cadastra com dados da Similarweb, apontou mais de 6,1 milhões de visitas de referência aos dez maiores e-commerces brasileiros vindas do ChatGPT entre janeiro de 2023 e agosto de 2025, com o Mercado Livre liderando com 1,8 milhão, seguido por OLX e Amazon. Em agosto de 2025, o ChatGPT registrou 310,7 milhões de acessos no Brasil, alta de cerca de 125% em doze meses, e o país aparece como o terceiro maior mercado global de IA generativa, atrás de Estados Unidos e Índia.

O consumidor brasileiro, portanto, já está usando IA para comprar. O que ainda não existe, na maioria das marcas nacionais, é a contrapartida: conteúdo estruturado para ser citado, informação de produto legível por máquina, e sequer uma medição de como a marca aparece nas respostas de IA. Existe um descompasso entre a velocidade da adoção pelo consumidor e a lentidão do preparo pelas marcas. Esse descompasso é exatamente onde mora a oportunidade para quem se mover primeiro.

Painel do Brasil na era da IA agêntica: 52% dos consumidores já usaram IA em compras, 77% das empresas recomendam por IA, 6,1 milhões de visitas ao e-commerce vindas do ChatGPT e 800 milhões de usuários semanais no ChatGPT no mundo Fontes: Adyen Retail Report 2025; Cadastra com dados Similarweb (2023 a agosto de 2025); OpenAI e TechCrunch (usuários semanais do ChatGPT, outubro de 2025).

07O que a sua marca precisa fazer agora

A transição da busca por links para a resposta por máquinas não é um evento com data marcada. É um deslizamento que já começou e que recompensa quem age cedo. A rito.ag organiza a resposta em cinco movimentos práticos.

Meça a sua presença em IA antes de qualquer outra coisa. Não dá para gerir o que não se mede. Antes de mudar a estratégia, descubra como o ChatGPT, o Gemini e o Perplexity descrevem a sua marca e a sua categoria hoje, quais concorrentes eles citam, e onde você simplesmente não aparece. Essa é a linha de base.

Estruture o conteúdo para ser citado, não só para rankear. Isso significa densidade factual com dados datados e fontes, marcação semântica e dados estruturados, respostas diretas às perguntas reais da categoria, e informação de produto sempre atualizada. A pesquisa acadêmica é consistente nesse ponto: a máquina cita quem é claro, fresco e verificável.

Trate os canais conversacionais como ponto de venda. Se o seu setor já tem checkout dentro de chatbots, estar comprável nesses ambientes é distribuição, não experimento. Avalie presença em ACP, AP2 e nos marketplaces que os agentes consultam.

Repense a publicidade no mundo agêntico. Se os agentes penalizam o que é marcado como patrocinado, o investimento em mídia paga precisa ser reequilibrado com a construção de autoridade orgânica que a máquina reconhece. Comprar espaço perde força; ser a melhor resposta ganha.

Adote novos indicadores. Participação de citação, presença por categoria, sentimento nas respostas de IA. Esses números vão dizer, antes das vendas, se a marca está ganhando ou perdendo o novo território.

08A pergunta que fica

O SEO nasceu da tentativa de ser compreendido por uma máquina que classificava links. Ele está sendo substituído pela tentativa de ser compreendido por uma máquina que forma opiniões e executa compras. A diferença não é de grau, é de natureza. Antes, a marca precisava ser encontrável. Agora, precisa ser citável e comprável por um intermediário que não tem emoção, não vê anúncio e não perdoa informação desatualizada.

A boa notícia é que a régua da máquina, por enquanto, premia justamente o que sempre foi o trabalho honesto de uma boa marca: clareza, dados verdadeiros, informação bem organizada e autoridade real construída ao longo do tempo. Quem tratou conteúdo como teatro de palavra-chave terá pouco a oferecer a um agente. Quem tratou conteúdo como conhecimento tem uma vantagem que agora vale mais do que nunca.

A pergunta que a sua marca precisa responder não é se a IA vai intermediar a relação com o seu cliente. Ela já intermedia. A pergunta é se, quando o agente perguntar "qual a melhor opção", a resposta vai conter o seu nome.


Esta pesquisa foi produzida pela rito.ag com base no cruzamento de dados primários de comportamento de busca e comércio (Pew Research Center, SparkToro, Seer Interactive, Adobe, Morgan Stanley, Adyen), anúncios oficiais de protocolos de comércio agêntico e revisão de literatura acadêmica em arXiv sobre otimização para motores generativos e agentes de compra.

Transparência da pesquisa

Metodologia

Cruzamento de dados primários de tráfego e comportamento de busca (Pew Research Center, SparkToro/Similarweb, Seer Interactive, Adobe Analytics), projeções de mercado (Morgan Stanley), anúncios oficiais de protocolos (OpenAI, Google Cloud, Anthropic) e revisão de literatura acadêmica em arXiv sobre otimização para motores generativos, vieses de agentes de compra e modelos de linguagem como sistemas de recomendação. Recorte Brasil a partir do Adyen Retail Report 2025 e de dados Cadastra/Similarweb.

Amostra
Análise de fontes primárias e literatura acadêmica
Abrangência
Global, com foco no Brasil
Atualizado em
26/07/2026
Rastreabilidade

Fontes e referências

  1. Pew Research Center, Google users are less likely to click when an AI summary appears (2025)
  2. SparkToro, In 2026, less than one third of Google searches still send a click
  3. Seer Interactive via Search Engine Land, AI Overviews drop organic and paid CTR
  4. Morgan Stanley, Agentic commerce market impact outlook (2025)
  5. Adobe Analytics, AI-driven traffic surges across industries
  6. OpenAI, Instant Checkout e Agentic Commerce Protocol (2025)
  7. Google Cloud, Agent Payments Protocol (AP2) (2025)
  8. Anthropic, Model Context Protocol
  9. Adyen Retail Report 2025 (Brasil)
  10. Aggarwal et al., GEO: Generative Engine Optimization (2023), arXiv:2311.09735
  11. Allouah et al., What Is Your AI Agent Buying? (2025), arXiv:2508.02630
  12. Kumar e Palkhouski, AI Answer Engine Citation Behavior, GEO-16 (2025), arXiv:2509.10762
  13. Lichtenberg, Buchholz e Schwöbel, Large Language Models as Recommender Systems: A Study of Popularity Bias (2024), arXiv:2406.01285
  14. Cadastra com dados Similarweb, O Futuro da Busca (2025), via Exame
Em poucas palavras

Perguntas frequentes

O que é AEO e GEO?

AEO significa Answer Engine Optimization, a otimização para mecanismos que respondem diretamente, como o AI Overviews do Google e o Perplexity. GEO significa Generative Engine Optimization, a prática de estruturar conteúdo para ser citado por sistemas generativos. Ambos substituem a lógica antiga de rankear links pela lógica de ser a fonte que a IA escolhe citar.

O SEO tradicional morreu?

Não morreu, mas deixou de ser suficiente. Continua importante ser rastreável e ter autoridade, porém o objetivo mudou: não basta rankear, é preciso ser citado dentro da resposta. Com 68% das buscas terminando sem clique, aparecer em primeiro lugar num link que ninguém abre vale cada vez menos.

O que é agentic commerce?

É a compra intermediada por um agente de IA que pesquisa, compara e finaliza a transação em nome do usuário, muitas vezes dentro do próprio chatbot. Protocolos como o ACP da OpenAI com a Stripe e o AP2 do Google já permitem que a compra aconteça sem o cliente visitar o site da marca.

Como uma marca brasileira deve se preparar?

Começando por medir sua presença nas respostas de IA, estruturando conteúdo com dados verificáveis e marcação semântica, mantendo informação de produto atualizada e legível por máquina, e tratando a citação em IA como um novo indicador de participação de mercado. No Brasil, 52% dos consumidores já usam IA em compras, então o custo de ignorar isso já é real.

Fim da pesquisa 006