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> Pesquisas proprietárias sobre mercado, comportamento, marca e tecnologia, em português do Brasil.

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## Como pesquisamos

Começamos por uma tensão real de mercado, cruzamos fontes, dados e sinais para evitar conclusões frágeis, transformamos achados em contexto e implicações, e terminamos com decisões que podem entrar em movimento. Cada pesquisa publica a metodologia e a lista de fontes verificáveis que a sustenta.

## Acervo (9 pesquisas)

### O Consumidor Invisível: a Economia da Longevidade e o Maior Erro de Cálculo da Publicidade Brasileira

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- Categoria: Comportamento · Publicada: 2026-07-30 · Atualizada: 2026-07-30

O Brasil envelhece na velocidade mais alta de sua história: os 65+ cresceram 57,4% em 12 anos e os 60+ serão 37,8% da população em 2070. No mundo, os 50+ já geram US$ 45 trilhões, um terço do PIB global. Mas apenas 4% das pessoas nos anúncios têm 60 anos ou mais, e 7 em cada 10 brasileiros maduros se dizem invisíveis para a publicidade. Esta pesquisa mede a distância entre a demografia e a verba, e mostra por que ela é o maior mercado sem dono do país.

Principais achados:
- O Censo 2022 contou 22.169.101 brasileiros com 65 anos ou mais (10,9% da população), crescimento de 57,4% sobre 2010; as projeções do IBGE (revisão 2024) indicam que os 60+ passarão de 15,6% da população em 2023 para 37,8% em 2070.
- As pessoas 50+ geraram US$ 45 trilhões em 2020, o equivalente a 34% do PIB global, e devem responder por US$ 118 trilhões (39%) em 2050, segundo o Global Longevity Economy Outlook da AARP com a Economist Impact.
- Apenas 4% das pessoas retratadas em mais de 126 mil anúncios analisados pela CreativeX têm 60+, e menos de 1% aparece em papel de liderança; no Brasil, mais de 70% dos 50+ dizem se sentir invisíveis para a publicidade (AlmapBBDO, 2023).
- 52% dos brasileiros 60+ não são fiéis a nenhuma marca, número que sobe a 74% entre os 75+ (Tsunami60+, 2018): o maior mercado em crescimento do país está aberto para quem falar com ele primeiro.
- O idadismo tem custo mensurável: 1 em cada 2 pessoas no mundo tem atitudes idadistas (OMS, 2021), o fenômeno custa US$ 63 bilhões por ano só ao sistema de saúde americano, e a autopercepção positiva do envelhecimento está associada a 7,5 anos a mais de vida (Levy et al., 2002).

### O Último Ativo Barato do Marketing Esportivo: a Economia do Esporte Feminino e o Prazo da Copa de 2027

- URL: https://pesquisas.rito.ag/pesquisas/esporte-feminino-copa-2027/
- Markdown: https://pesquisas.rito.ag/pesquisas/esporte-feminino-copa-2027/index.md
- Categoria: Mercado · Publicada: 2026-07-30 · Atualizada: 2026-07-30

A receita global do esporte feminino de elite triplicou em quatro anos e deve alcançar US$ 3 bilhões em 2026, mas cerca de 90% do dinheiro de parceria ainda vai para atletas homens. Em julho de 2027, o Brasil sedia a primeira Copa do Mundo Feminina da América do Sul, com impacto projetado de R$ 8,8 bilhões. A distância entre a audiência que já existe e o investimento que ainda não chegou é a maior janela de arbitragem aberta no marketing esportivo brasileiro.

Principais achados:
- A receita global do esporte feminino de elite deve atingir ao menos US$ 3 bilhões em 2026, crescimento de 340% sobre os US$ 692 milhões de 2022, segundo a série de projeções da Deloitte (abril de 2026).
- A Copa Feminina de 2023 levou 1.978.274 pessoas aos estádios, gerou mais de US$ 570 milhões e foi a primeira a se pagar; no Brasil, mais de 63 milhões assistiram pela Globo e pelo SporTV e a CazéTV somou 69 milhões de visualizações.
- Estudo da FGV para a Embratur (julho de 2026) projeta que a Copa de 2027 no Brasil movimente R$ 8,8 bilhões e gere 73,7 mil empregos; a FIFA declara meta de US$ 1 bilhão em receita.
- A assimetria que sustenta a tese: o esporte feminino já responde por 15% da cobertura de mídia esportiva nos Estados Unidos (Wasserman com ESPN Research, 2023), mas cerca de 90% dos dólares de parceria ainda vão para atletas homens (The Collective e RBC, 2023); o patrocínio feminino cresceu 17,5% em 2025, mais de 3,5 vezes o ritmo das ligas masculinas (SponsorUnited, 2026).
- O valuation médio de uma franquia da NWSL chegou a US$ 184 milhões, alta de 179% desde 2023, com todos os clubes ainda no prejuízo (Sportico, março de 2026): o mercado precifica o futuro, e isso exige leitura fria.

### O Fim do Público, o Início da Tribo: Creator Economy e a Migração da Lealdade para as Microcomunidades

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- Categoria: Comportamento · Publicada: 2026-07-21 · Atualizada: 2026-07-26

A creator economy caminha para US$ 480 bilhões, mas o poder está saindo dos grandes influenciadores e indo para os pequenos, e da vitrine aberta para as comunidades fechadas de Discord, WhatsApp e Substack. No Brasil, 69% já compraram por recomendação de um creator, mas só 5% compram por ordem direta. Entender essa distância é entender o novo marketing.

Principais achados:
- A creator economy global deve se aproximar de US$ 480 bilhões até 2027 e o marketing de influência alcançou cerca de US$ 33 bilhões em 2025, mais que o triplo dos US$ 9,7 bilhões de 2020, segundo Goldman Sachs (2023) e Statista.
- Influenciadores nano e micro entregam de 3 a 4 vezes mais engajamento que macro e mega, e 69% dos usuários dos Estados Unidos já deixaram de comprar algo por causa de um creator ('de-influencing'), segundo o Influencer Marketing Hub e a Harris Poll para o Credit Karma (2024).
- No Brasil, 69% das pessoas já compraram um produto recomendado por influenciador (Opinion Box com Influency.me, 2025, com 2.000 respondentes), mas apenas 5% dizem comprar por recomendação direta (CNDL e SPC Brasil, 2026): a influência age na consideração, não na ordem de compra.
- O Brasil tem cerca de 2 milhões de creators e um mercado estimado em US$ 5,47 bilhões, com projeção de US$ 33,5 bilhões até 2034, segundo Influency.me e o relatório Noodle.

### O Cliente Virou uma Máquina: IA Agêntica e o Fim do SEO Como Ele Existia

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- Categoria: Mercado · Publicada: 2026-07-21 · Atualizada: 2026-07-26

Em 2026, a maioria das buscas no Google termina sem um único clique, e uma parcela crescente das compras começa dentro de um chatbot. Quando quem lê a sua marca é um agente de IA, e não uma pessoa, todas as regras de visibilidade mudam. Esta pesquisa mapeia o que morreu, o que nasceu e o que a sua marca precisa fazer agora.

Principais achados:
- Menos de um terço das buscas no Google ainda envia um clique para a web aberta: 68% terminam sem clique no período de janeiro a abril de 2026, contra 60% em 2024, segundo a SparkToro com dados de clickstream da Similarweb.
- Quando um resumo de IA aparece no resultado, a taxa de clique em links tradicionais cai de 15% para 8%, e apenas 1% dos usuários clica na fonte citada dentro do resumo, segundo o Pew Research Center (base de 68.879 buscas, março de 2025).
- Compradores movidos por agentes de IA podem capturar entre US$ 190 bilhões e US$ 385 bilhões do e-commerce dos Estados Unidos até 2030, segundo o Morgan Stanley (dezembro de 2025).
- No Brasil, 52% dos consumidores já usaram IA para auxiliar em compras e 77% das empresas já recomendam produtos por IA, segundo o Adyen Retail Report 2025.

### Confiança em Ruínas: O Que uma Marca Faz Quando Nada na Tela é Confiável

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- Categoria: Comportamento · Publicada: 2026-07-21 · Atualizada: 2026-07-26

Deepfakes já custaram mais de US$ 1,5 bilhão em fraudes e apenas 0,1% das pessoas conseguiram identificar todos eles em teste controlado. Quando qualquer rosto, voz ou vídeo pode ser fabricado, a confiança deixa de ser presumida e passa a ser algo que a marca precisa provar. Esta pesquisa mapeia a crise e a nova economia da verificação.

Principais achados:
- Fraudes com deepfake acumularam mais de US$ 1,56 bilhão em perdas entre 2017 e setembro de 2025, sendo mais de US$ 1 bilhão só em 2025, segundo a Surfshark com base no AI Incident Database e na Resemble.AI.
- Apenas 0,1% das pessoas conseguiram identificar corretamente todos os deepfakes em teste com 2.000 consumidores, mas mais de 60% permaneceram confiantes na própria capacidade, segundo a iProov (fevereiro de 2025).
- 87% dos consumidores dizem que a IA generativa tornou mais difícil distinguir fato de ficção e 93% consideram importante saber como o conteúdo que consomem foi criado, segundo a Adobe (2024).
- As obrigações de transparência do Artigo 50 do EU AI Act, que exigem marcação legível por máquina de conteúdo sintético, passam a valer em 2 de agosto de 2026.

### Bem-Estar Deixou de Ser Nicho: A Economia de US$ 96 Bilhões Que Redesenha o Consumo Brasileiro

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- Categoria: Mercado · Publicada: 2026-07-21 · Atualizada: 2026-07-26

A economia do bem-estar movimenta US$ 6,8 trilhões no mundo e US$ 96 bilhões no Brasil, o maior mercado da América Latina. Com o país envelhecendo e a saúde mental virando categoria de consumo, bem-estar deixou de ser um vertical de nicho e virou uma plataforma transversal que atravessa quase toda decisão de marca.

Principais achados:
- A economia global de wellness atingiu US$ 6,8 trilhões em 2024 e deve chegar a US$ 9,8 trilhões em 2029, já equivalendo a 6,1% do PIB mundial, segundo o Global Wellness Institute.
- O Brasil tem a maior economia de wellness da América Latina e do Caribe, cerca de US$ 96 bilhões em dados de ano-base 2022, a 12ª do mundo e o equivalente a 5% do PIB nacional, com beleza (US$ 39 bi) e alimentação saudável (US$ 31 bi) liderando, segundo o Global Wellness Institute.
- Em 2030 o Brasil terá mais pessoas com 60 anos ou mais do que crianças de 0 a 14 anos, e cerca de 30% da população terá 60+ até 2050, segundo projeções do IBGE.
- As canetas emagrecedoras da classe GLP-1 movimentaram R$ 13,3 bilhões em doze meses no varejo farmacêutico brasileiro, segundo o ICTQ com dados Close-Up.

### Carbono como Moeda: O Mercado que Ninguém Entende e Todo Mundo Quer Entrar

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- Categoria: Sustentabilidade · Publicada: 2026-07-18 · Atualizada: 2026-07-26

O mercado voluntário de carbono não explodiu: encolheu. As transações reportadas caíram de quase US$ 2 bilhões em 2021 para US$ 535 milhões em 2024, enquanto o mercado regulado europeu bateu recorde. Entre a floresta preservada e o balanço financeiro existe um abismo de opacidade que esta pesquisa mapeia sem promessa fácil.

Principais achados:
- O mercado voluntário de carbono encolheu em vez de explodir: o valor das transações reportadas caiu para US$ 535 milhões em 2024, queda de 29% sobre 2023 e o menor volume desde 2018, ante um pico próximo de US$ 2 bilhões em 2021, segundo o Ecosystem Marketplace.
- Uma investigação do Guardian, do Die Zeit e do SourceMaterial (2023) concluiu que mais de 90% dos créditos florestais da Verra analisados provavelmente não representavam emissão real evitada, com a ameaça de desmatamento superestimada em cerca de 400% em média nas linhas de base.
- A separação por qualidade virou a principal métrica do mercado: em 2024, créditos de remoção foram negociados a preços 381% superiores aos de créditos de redução, contra 245% em 2023, segundo o Ecosystem Marketplace.
- O carbono regulado europeu seguiu caminho oposto ao voluntário: o preço da EUA chegou perto de €90 por tonelada em janeiro de 2026, o maior patamar desde 2023, oscilando na faixa de €60 a €95 ao longo de 2025 e 2026.
- No Brasil, o SBCE foi criado pela Lei 15.042, sancionada em 11 de dezembro de 2024, com implantação em quatro fases que só completam o ciclo no fim desta década.

### Geração Z Não É Leal. É Condicional.

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- Categoria: Comportamento · Publicada: 2026-07-18 · Atualizada: 2026-07-26

Só 36% da Geração Z diz sentir lealdade a alguma marca, contra 64% da Geração X, e apenas 29% afirmam que o guarda-roupa vem de uma mesma marca. Esta pesquisa mostra por que o diagnóstico de infidelidade está errado e o que a condicionalidade exige de quem quer ser escolhido de novo amanhã.

Principais achados:
- Apenas 36% dos consumidores da Geração Z dizem sentir lealdade a alguma marca, contra 56% dos millennials e 64% da Geração X, segundo o Gen Z Brand Engagement Report da Morning Consult (2024).
- Metade dos consumidores da Geração Z nos Estados Unidos prefere explorar e comprar marcas novas, contra um terço entre os maiores de 50 anos, e apenas 29% dizem ter o guarda-roupa de uma mesma marca, contra 52% do grupo mais velho, segundo a McKinsey.
- Preço pesa tanto quanto valor: em levantamento da McKinsey com quase 4 mil adultos americanos, 88% da Geração Z relataram trocar por opções mais baratas e, ao mesmo tempo, 64% seguiam gastando acima do habitual em categorias escolhidas.
- O boicote ao Bud Light em 2023 é o caso mais documentado de ruptura de consumo com efeito financeiro duradouro: as vendas caíram cerca de 23% em maio de 2023, a Modelo Especial tomou a liderança do mercado americano de cerveja depois de mais de duas décadas e a receita orgânica da AB InBev na América do Norte recuou cerca de US$ 1,4 bilhão no ano.
- O Brasil tem cerca de 47 milhões de pessoas na faixa de 15 a 29 anos, segundo o IBGE, e quase metade delas já está economicamente ativa.

### Varejo Físico 2027: A Loja Que Pensa

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- Categoria: Mercado · Publicada: 2026-07-18 · Atualizada: 2026-07-26

Oito em cada dez dólares do varejo ainda são gastos dentro de uma loja física. O que mudou não foi o lugar da compra, foi a inteligência do lugar. Esta pesquisa mapeia o que o ponto de venda está virando, com dados verificáveis e sem a profecia fácil do fim das lojas.

Principais achados:
- O comércio eletrônico respondeu por cerca de 16% das vendas do varejo nos Estados Unidos no segundo trimestre de 2025, segundo o US Census Bureau. Mesmo com duas décadas de crescimento digital, mais de 80% do varejo americano ainda acontece dentro de uma loja.
- A Nike, referência global da estratégia direta ao consumidor, viu a receita do Nike Direct cair 13% no ano fiscal de 2025, para US$ 18,8 bilhões, com o digital recuando 20%. A correção de rota da marca mais citada do varejo digital é o melhor argumento contra a tese de que o físico é resíduo.
- Até 2030, atividades equivalentes a até 30% das horas trabalhadas nos Estados Unidos podem ser automatizadas com IA generativa, com perda potencial de 830 mil postos de vendedor de loja e 2 milhões de postos de atendimento ao cliente, segundo o McKinsey Global Institute.
- O comércio varejista brasileiro empregava cerca de 7,3 milhões de pessoas com carteira assinada em 2025, segundo o Observatório Sebrae com dados da RAIS, o que dimensiona o tamanho social de qualquer transição tecnológica no setor.

